O problema
O volume ia dobrar e a pergunta era “qual máquina comprar”. Antes de responder, medi o que a frota atual estava desperdiçando.
O que foi descoberto
- O áudio médio tem 3,95 s, mas a janela do reconhecedor é fixa em 30 s: o sistema processava 7,6× o áudio real, quase tudo silêncio acrescentado por ele mesmo.
- O parâmetro
temperaturenão é um número — é uma lista de fallback. Quando a primeira passada não passa nos limiares, ele reamostra com temperatura maior, ebest_of=5multiplica cada tentativa por cinco. A triagem era não-determinística: 10,6% dos textos divergiam entre duas execuções idênticas. - Fixar em zero deu −27% de tempo mudando 0,5% das decisões, contra um piso de ruído de 0,4% — e errando para o lado seguro.
Duas otimizações “óbvias” foram reprovadas pela mesma bancada: detector de voz (perde 2,4% dos casos) e empacotar vários áudios na janela (−65% de tempo, mas o modelo passa a entender o aluno e o erro some). O dano do empacotamento é degrau, não rampa: dois clipes por janela já causam 70% do estrago.
O que foi medido em produção
| Máquina | antes | depois |
|---|---|---|
| devserver (2 vCPU, 2015) | 0,803 s | 0,536 s |
| Dell (6 núcleos) | 0,540 s | 0,430 s |
| máquina do cliente (sem o patch) | 1,408 s | 1,828 s |
A máquina sem o patch virou grupo de controle involuntário — a única que não melhorou. É ela que sustenta a causalidade.
O que o cliente não precisou fazer
Comprar nada ainda. A recomendação de compra veio depois, com a conta refeita sobre a capacidade real.